Recentemente, li uma matéria da Veja que fala sobre as estratégias usadas pelos comerciantes para maximizar as vendas de seus produtos. Confesso que fiquei surpreso ao saber que, o cheirinho de novo que vem nos carros zero, é apenas uma fragrância aplicada no interior do veículo, para dar sensação de prazer e estimular o consumidor a adquiri-lo. As lojas de departamento (C&A, Riachuelo) tocam musiquinhas agradáveis e também usam do aroma de cheiro novo, pois segundo especialistas de marketing e vendas, fazem o cliente se sentir bem e permanecer mais tempo nas lojas gastando e olhando produtos.
Bom saber também que o R$1,99 é mais eficiente que R$2,00, já que lemos da esquerda pra direita e, a diferença de 1 centavo, dá uma impressão de economia muito maior na mente do consumidor, que jura estar lucrando também ao comprar os produtos “pague 1 leve 2”.
Na verdade, todas essas jogadas de marketing são pré-planejadas e não pensam no cliente, nem na qualidade do produto, mas no crescimento das vendas e promoção da marca.
Você já tentou algum dia, imaginar-se um empresário que tem uma loja ou mercado, e precisa vender o seu peixe para ser cada dia mais rico?
Eu já, e sinceramente, me senti na pele desses condenados. A expressão medonha encaixa sim, no perfil deles, pois apesar de serem os donos do negócio, os mentores e detentores das decisões, contratações e investimentos, eles tem muito com o que se preocupar. E não é só com essa história de crise mundial, não.
Como o capitalismo se firmou definitivamente e virou uma moda na nossa sociedade, o ramo de vendas (no Brasil, principalmente) se tornou uma competição estrondosa, já que o brasileiro tem mania de investir em tudo que o povo procura e dá dinheiro. Imagina esse povo que vende bebida em show de graça? Churrasquinho na porta das escolas e faculdades? Até os moleques de rua que pegam latinhas nesses shows e vigiam carro tem concorrência. Já presenciei todos esses e mais alguns...
O que dá pra sacar é que, pra ser bem sucedido, na área de vendas ou qualquer outra, é preciso muito talento, muita dedicação, muito risco, um pouco de ganância, esperteza e uma pitada de sorte. O mundo é um grande cassino, os homens são viciados no jogo e o merchandising+planejamento são os coringas dessa jogatina.
É a realidade, meus amigos. E se você for investir em algum negócio, seja um boteco ou uma grande distribuidora de bebidas, bom usufruir das técnicas de vendas que eu cite acima, e procure mais, porque tem vários cabeçudos em institutos de pesquisa estudando nosso comportamento diante das prateleiras e inventando novas maneiras de comprar o que não é bom, mas parece que é.
Por Vinícius Luna