quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

REFÉNS DA JOGATINA

Recentemente, li uma matéria da Veja que fala sobre as estratégias usadas pelos comerciantes para maximizar as vendas de seus produtos. Confesso que fiquei surpreso ao saber que, o cheirinho de novo que vem nos carros zero, é apenas uma fragrância aplicada no interior do veículo, para dar sensação de prazer e estimular o consumidor a adquiri-lo. As lojas de departamento (C&A, Riachuelo) tocam musiquinhas agradáveis e também usam do aroma de cheiro novo, pois segundo especialistas de marketing e vendas, fazem o cliente se sentir bem e permanecer mais tempo nas lojas gastando e olhando produtos.
Bom saber também que o R$1,99 é mais eficiente que R$2,00, já que lemos da esquerda pra direita e, a diferença de 1 centavo, dá uma impressão de economia muito maior na mente do consumidor, que jura estar lucrando também ao comprar os produtos “pague 1 leve 2”.
Na verdade, todas essas jogadas de marketing são pré-planejadas e não pensam no cliente, nem na qualidade do produto, mas no crescimento das vendas e promoção da marca.
Você já tentou algum dia, imaginar-se um empresário que tem uma loja ou mercado, e precisa vender o seu peixe para ser cada dia mais rico?
Eu já, e sinceramente, me senti na pele desses condenados. A expressão medonha encaixa sim, no perfil deles, pois apesar de serem os donos do negócio, os mentores e detentores das decisões, contratações e investimentos, eles tem muito com o que se preocupar. E não é só com essa história de crise mundial, não.
Como o capitalismo se firmou definitivamente e virou uma moda na nossa sociedade, o ramo de vendas (no Brasil, principalmente) se tornou uma competição estrondosa, já que o brasileiro tem mania de investir em tudo que o povo procura e dá dinheiro. Imagina esse povo que vende bebida em show de graça? Churrasquinho na porta das escolas e faculdades? Até os moleques de rua que pegam latinhas nesses shows e vigiam carro tem concorrência. Já presenciei todos esses e mais alguns...
O que dá pra sacar é que, pra ser bem sucedido, na área de vendas ou qualquer outra, é preciso muito talento, muita dedicação, muito risco, um pouco de ganância, esperteza e uma pitada de sorte. O mundo é um grande cassino, os homens são viciados no jogo e o merchandising+planejamento são os coringas dessa jogatina.
É a realidade, meus amigos. E se você for investir em algum negócio, seja um boteco ou uma grande distribuidora de bebidas, bom usufruir das técnicas de vendas que eu cite acima, e procure mais, porque tem vários cabeçudos em institutos de pesquisa estudando nosso comportamento diante das prateleiras e inventando novas maneiras de comprar o que não é bom, mas parece que é.

Por Vinícius Luna

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

MANIFESTAÇÃO MARANHENSE EM FRENTE AO CONGRESSO NACIONAL

BRASÍLIA - Debaixo de chuva, um grupo de militantes favoráveis ao governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), fez nesta terça-feira em frente ao Congresso um protesto contra a possível cassação do pedetista pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com faixas, pediam respeito à soberania do Maranhão e faziam críticas à família Sarney. A ofensiva do governador do PDT incluiu ainda publicidade de seu governo em emissoras de TV, veiculadas nesta terça em Brasília.
Lago também apareceu em informe publicitário publicado pelo jornal “Correio Braziliense”, com foto em que aparece cumprimentando o arquiteto Oscar Niemeyer. No informe, aparecem ainda os nomes de outras personalidades brasileiras, como Frei Betto, Fábio Konder Comparato, Arthur Moreira Lima e outros que teriam assinado documento contrário à cassação. Pelo menos dois deles foram beneficiados pelo governador. Niemeyer foi quem projetou a Praça Maria Aragão quando o pedetista era prefeito da capital e recentemente o memorial instalado no local. Na época de sua inauguração, houve várias denúncias de superfaturamento da obra. O pianista Athur Moreira Lima, que seria prmo distante da primeira-dama Clay Lago, já fez vários shows nas administrações Jackson Lago. O último foi durante sua posse como governador em 1º de janeiro de 2007 na Maria Aragão.
No plenário da Câmara, deputados que apóiam a família Sarney demonstraram preocupação com uma possível reação de militantes e integrantes de movimentos dos sem-terra, acampados em frente ao palácio do governo do estado. O deputado Gastão Vieira (PMDB-MA) disse temer o risco de quebra-quebra e desordem se houvesse decisão do TSE contrária a Lago. O julgamento, no entanto, foi adiado. (Com informações do Globo Online).

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Trabalho quebra galho

Vivemos atualmente o “BOOM” das instituições de ensino superior no Brasil. Certo dia ouvi alguém dizer que pelas avenidas principais da cidade, pode se notar que, para cada residência, há um boteco, uma igreja e uma faculdade. Apesar do exagero da afirmação, é o reflexo da nossa atualidade. Milhares de novas faculdades com preços cada vez menores e cursos com baixa duração surgem constantemente nos outdoors e meios de comunicação. O diploma de nível superior já não é mais a novidade e muito menos o diferencial em termos de conhecimento ou nível intelectual. As empresas selecionam cada vez mais profissionais com requisitos aquém da graduação em nível superior. Experiências como participações em estágios, programas de trainee, pós-graduações (MBA) e especializações mais específicas nos diversos segmentos fazem a diferença na hora da entrevista.Em contrapartida ao imenso número de alunos matriculados em cursos superiores, as diversas vagas abertas em todo o país mostram que existem sim, oportunidades de profissionalização para todo esse contingente de universitários. Uma pesquisa recente da Associação Brasileira de Estágios (ABRES) apontou mais de 62 mil vagas para ensino médio, superior e técnico em todo o Brasil. Além de dividir por regiões e áreas com mais vagas em cada estado. Em Brasília, a maioria das vagas está nas áreas de jurídica, comunicação, gestão em administração e Informática, segundo dados do CIEE.As áreas de engenharia civil, matemática, física e biblioteconomia sofrem com falta de profissionais qualificados e sobram vagas. Já nas áreas de direito, jornalismo, fisioterapia e farmácia as vagas são mais disputadas devido ao grande número de candidatos.
Nova lei de estágio Com a aprovação da nova lei de estágio, os estagiários ganham com a redução da carga horária para 30 horas semanais, além da garantia do benefício das férias e vale transporte. Muitos ficam apreensivos quanto à posição das empresas em relação à nova lei; muitos acreditam que com as mudanças, o número de vagas deve cair e as empresas devem reduzir o quadro de estagiários. Em relação a isso, uma mudança pode ajudar: Profissionais liberais registrados em conselhos regionais (como advogados, engenheiros) poderão contratar estagiários. A política de estágio no país parece estar mudando para melhor com esta lei. Até então o estágio é visto mais como um “quebra galho” para pagar as despesas com a faculdade do que uma oportunidade de se adquirir experiência e por em prática o que é aprendido em sala de aula. Conheço vários alunos do ensino superior que costumam escolher estágios de 8 horas por serem os mais bem remunerados e, portanto, os que satisfazem suas necessidades financeiras. Marcelo Santos, um colega de sala do 5º semestre de jornalismo, ainda não estagiou em sua área e trabalha como enfermeiro em um hospital particular. Infelizmente a realidade do brasileiro não permite escolher um estágio apenas por ser em uma boa empresa ou ter um ambiente favorável de trabalho; como disse anteriormente, o estágio serve de apoio financeiro à faculdade, que em muitos casos, cobram mensalidades absurdas. Com a carga horária máxima de 6 horas por dia, os estudantes terão mais tempo para estudar e até mesmo buscar especializações como cursos de informática, inglês, e outros requisitos que são exigidos pelas empresas. Espero que sejam reduzidos os casos de universitários com olheiras e noites mal dormidas. Falo isso dos universitários-concurseiros, propriamente de Brasília, a capital do serviço público. Eu, particularmente, já passei pelo aperto de fazer os trabalhos da faculdade, ir para o estágio e tentar estudar para concursos de madrugada. Torçamos para que a lei nº 2419/2007 seja o ponto inicial para uma mudança a longo prazo na história do mercado de trabalho e até mesmo do ensino superior no país, com a mudança da política de contratação e uma nova percepção do termo “estagiário” no entendimento das pessoas.